DESCONHECIMENTO FAZ A POPULAÇÃO CRITICAR O PADRÃO BRASILEIRO DE TOMADAS

Escrito por Webmaster 3 de outubro de 2012 0 comentários visto 646 vezes

Autor: Edson Martinho
Data: 18/09/2011

Como vocês, leitores, sabem a ABRACOPEL realiza uma série de eventos com objetivo de levar as informações sobre os riscos da eletricidade aos quatro cantos deste país. Este ano já estivemos em sete Estados e no DF que receberam nossos Workshops e Seminários e ainda vamos a mais sete Estados. Também é de conhecimento de todos que a ABRACOPEL é defensora de iniciativas que visam a segurança dos usuários da eletricidade, entre eles o Padrão Brasileiro de Tomadas estabelecido e em implantação há mais de 6 anos.

Pois bem, a surpresa fica pela falta de conhecimento do processo pelas pessoas com quem conversamos, sobretudo dos profissionais, que na sua maioria critica a tomada, por ainda acreditar que foi algo imposto por um pequeno grupo de empresários sem chances de discussão.

Como a ABRACOPEL já é referência no que diz respeito à “Segurança com a Eletricidade” e adquiriu, em pouco mais de 5 anos, uma credibilidade sem igual, achamos interessante resumir aqui, alguns detalhes deste assunto para que possamos esclarecer aos leitores do boletim, que passam de 15 mil no Brasil e fora dele, sobre todo o processo que se desenrolou para chegarmos a este padrão.

O primeiro ponto a ser discutido foi o de que havia a necessidade de se estabelecer um padrão brasileiro de tomadas, já que no Brasil eram fabricados inúmeros sistemas de conexão, incluindo um que ‘se ousou’ chamar de Universal. Definida esta necessidade, partiu-se para um padrão que pudesse atender a segurança dos usuários. Com base na Norma IEC 60906, que estabelece critérios de segurança, buscou-se um padrão que atendesse da melhor forma os requisitos nela contida e com isto chegou-se ao padrão que hoje é o brasileiro.

Esta discussão levou anos, envolvendo vários atores da comunidade técnica, representantes da comunidade, das empresas, do governo ou de todas as entidades que tivessem interesse. Pois bem, após calorosas discussões, optou-se pelo padrão que estamos vendo no mercado. Mas antes de iniciar o processo de transição, estabeleceram-se prazos para que a transição fosse gradual, iniciando-se em 2004/2005 e terminando no final de 2010. Este prazo teve alguns itens estendidos para até meados de 2010 e, portanto é um processo de transição lento, gradual e pensado em conjunto com a comunidade.

Como citamos no início desta matéria, algumas pessoas sem conhecimento de que este assunto vem sendo tratado a mais de 10 anos pela comunidade técnica, com diversos interesses sendo relevados, e com base em uma ou duas informações incompletas apresentadas por um órgão de mídia de massa, passou a questionar a tomada. Vamos a alguns esclarecimentos:

1 – Não é obrigatória a substituição das tomadas de imediato, você só substituirá a sua quando for necessário, pela compra de um equipamento que necessite desta tomada.

2 – O padrão estabelecido é um dos únicos, no mundo, que atende aos requisitos de segurança estabelecidos pela IEC.

3 – Durante esta transição foram certificados adaptadores para os padrões de outro país que venham a ser utilizados como temporário.

“Defenda um assunto que foi amplamente discutido por profissionais, e não deixe que leigos tornem inutilizado este acúmulo de experiência somente pelo poder.”

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