Dispositivos mágicos que preocupam!

Escrito por abracopel 1 de Maio de 2018 0 comentários visto 243 vezes

 

De tempos em tempos aparecem dispositivos prometendo resolver os problemas, mas que na prática são só ornamentos.

Edson Martinho

 

Certamente você já ouviu falar das tais caixinhas que economizam energia: “é só você instalar na sua casa e pronto, no mês seguinte sua conta de energia cai 30%”. Também já deve ter ouvido algo sobre um dispositivo que, se colocado no teto do imóvel repele o raio, ou ainda, a antiga prática de colocar uma garrafa de água sobre o medidor de energia para economizar energia.

Pois bem, tirando este último, o da garrafa de água, existem vários “dispositivos” que prometem resultados milagrosos, mas que na prática não cumprem o que prometem. Falando dos dois exemplos de dispositivos vendidos no mercado, o primeiro é um tal de economizador de energia elétrica que, na prática, é uma composição de filtro passa faixa, varistor e ligação à terra que traz a redução, caso a sua instalação tenha vários problemas. Mas, via de regra, usa mais a falta de controle do usuário, do que propriamente a redução de consumo. O efeito deste primeiro dispositivo é não atingir o objetivo de redução de consumo de energia elétrica e, portanto, o prejuízo é “apenas” financeiro. Já o segundo exemplo, que no mercado técnico é conhecido como “para-raios não convencionais” ou “SPDA não convencional”, pois não seguem os requisitos das normas IEC e, no caso do Brasil, a NBR5419/2015, tem um apelo de serem emissores de líderes (ESE – Early Streamer Emissor) e, por conseguinte, atrair para si as descargas atmosféricas ou por ionização do ar (PDI  – proteção de descargas por ionização) que usam a ionização do ar para atrair ou repelir a descarga atmosférica.

Este tema pode levar a várias discussões e até foi tema do último ESW Brasil, realizado em 2017 na cidade de Salto/SP, quando na oportunidade um palestrante levou um vídeo que mostrava o ensaio controlado de uma descarga atmosférica em que quatro sistemas estavam próximos, sendo dois convencionais e dois não convencionais, e a descarga atingiu o sistema convencional. Se tiver interesse em saber mais sobre o tema acesse (https://tel.com.br/opiniao-de-especialista-sobre-os-sistemas-de-para-raios-nao-convencionais) ou (http://universolambda.com.br/spda-nao-convencionais/).

Mas, o objetivo deste artigo é a preocupação que devemos ter com sistemas que são criados na bancada, mas que por marketing acabam obtendo outras aplicações e podem levar as pessoas a acidentes graves ou então a perdas de patrimônio ou de vidas. A ABRACOPEL participa de normalizações, dos fóruns técnicos e tem profissionais/colaboradores que estão atentos às tendências mundiais, mas sempre preocupados com o tema segurança.

 

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