Os riscos próximos à rede aérea

Escrito por abracopel 18 de agosto de 2017 0 comentários visto 545 vezes

 

Construir próximo à rede aérea tem sido uma das origens de acidentes com eletricidade mais comuns em nosso país.

A falta de atenção, o não uso de Equipamentos de Proteção Individual e Coletivo, a ilusão de que nada de mais sério irá acontecer são alguns dos erros fatais que profissionais, a maioria autônomos, cometeram uma vez só.

Dos 213 acidentes fatais que aconteceram na rede aérea de distribuição em 2015, segundo dados levantados pela Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade, 43 vitimaram pedreiros e ajudantes, 15 pintores/ajudantes morreram e outros 17 eletricistas autônomos também perderam a vida, além de 03 instaladores de fachadas e painéis e 03 instaladores de TV a cabo e telefonia. Ou seja, somente dentro deste segmento foram 66 pessoas mortes em 2015.

Em 2016, a situação ficou um pouco pior, no total de 218 mortes por acidentes na rede aérea, tivemos 36 mortes com pedreiros e ajudantes, 13 com pintores e ajudantes, 11 mortes com eletricistas autônomos, 08 mortes de instaladores de fachadas/painéis e 05 de instaladores de TV a cabo/telefonia em geral. Assim, temos em 2016 um total de 73 mortes somente neste segmento. Podemos somar mais 11 mortes por trabalhadores rurais, outras 04 de serralheiros/soldadores e elevaríamos este total para 88 mortes de profissionais envolvendo a rede aérea.

O que chama a atenção é que um elemento não muda nestas estatísticas: estes ‘acidentes’ poderiam ter sido evitado em mais de 80% dos casos. Bastava mais atenção, mais informação, mais conscientização.

No caso da rede aérea, os acidentes – ou seja, se considerarmos acidente como um evento evitável – não são a maioria. A maioria deveria ser chamada de descuido, descaso… Os acidentes reais em redes aéreas são aqueles relacionados à fios partidos, já que dependem de manutenção constante das empresas distribuidoras de energia. Mas até nestes casos, existem imprevistos. Um bom exemplo são os cabos rompidos por tempestades que derrubam árvores na fiação e a mesma cai na rua podendo atingir carros e pedestres. Os dados sobre fios partidos também chamam a atenção, em 2015 foram 40 mortes e em 2016, computamos 37 mortes por contato com fio partido na rua.

A Abracopel tem como missão a diminuição destes e outros acidentes envolvendo eletricidade. Porém, no caso em questão são profissionais que, bem ou mal, conhecem os riscos que seu trabalho envolve e não é admissível ignorá-los, sendo que o risco é a sua vida!

Sempre é bom lembrar que o total de acidentes de origem elétrica acarreta cerca de 600 mortes por ano, isso em todos os ambientes – casa, comércio, indústria, rua etc. São quase 2 mortes por dia. É um número que não dá para ignorar, principalmente se pensarmos que estima-se que os números reais sejam de 3 a 5 vezes maiores.

As concessionárias de energia elétrica fazem um excelente trabalho de conscientização, algumas delas são parceiras da Abracopel em diversas ações e ajudam, e muito, a propagar o ideal da eletricidade segura. Mas, estamos muito longe de um país minimamente seguro neste segmento.

É necessária uma mobilização nacional em torno desta pauta: sociedade, autoridades, entidades, profissionais – todos precisam se mobilizar para que não tenhamos mais tantos ‘acidentes evitáveis’ no Brasil. Pense nisso!

E você, profissional de mídia tem uma excelente oportunidade de nos ajudar nesta causa: paute uma matéria sobre os riscos da eletricidade, trazendo informações para a população se conscientizar e participe do Prêmio Abracopel de Jornalismo que está em sua 10ª edição em 2016. Saiba mais sobre o prêmio aqui.

 

Para mais informações, dados estatísticos e fonte para entrevistas:

Meire Biudes – Assessoria de Imprensa

Lambda Comunicação

11-99870-4994

11-4456-3609

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