TRAGÉDIA EVITÁVEL: Mãe e filha morrem ao estender roupa no varal

Escrito por abracopel 27 de janeiro de 2016 0 comentários visto 1263 vezes

Mais um ‘acidente’ trágico tirou a vida de mãe e filha, desta vez em Curaçá, interior da Bahia. A filha estava estendendo roupas no quintal de sua casa, quando o arame transformado em varal a eletrocutou. A mãe, ao ver a filha sendo eletrocutada, foi tentar salvá-la e também faleceu, devido ao choque elétrico. O varal, de arame, estava amarrado a uma antena parabólica que, por sua vez, provavelmente, estava encostada à energia elétrica.

O que falar em uma situação como esta? Como podemos chamar este fato de acidente? Antes de tudo, o uso de arame já é perigoso, pois é metálico e conduz energia elétrica. Com isto pode ser atingido por descargas atmosféricas (raios). Porém, neste caso o problema foi outro, ele, o varal metálico foi energizado por tocar em algum fio que transferiu esta energia para o varal.

Vocês devem pensar: é hábito em certas localidades brasileiras o uso de arame como varal. Mas não é hábito observar que a eletricidade pode ser perigosa. A prevenção deveria ser o hábito do brasileiro, mas infelizmente não é. É isso que observamos, a cada dia, ao receber os avisos, pela internet, de mais um ‘acidente’ que poderia e deveria ter sido evitado.

Segundo os dados levantados anualmente pela Abracopel, em 2014, das 627 mortes envolvendo a eletricidade, 214 aconteceram em residências (aqui incluídas casas, apartamentos, sítios e fazendas). Foram mais de 200 pessoas que perderam a vida dentro de suas casas, local onde deveriam se sentir mais seguras.

É triste. Mas é preciso deixar de lado o sensacionalismo e analisarmos com racionalidade o motivo pelo qual estas pessoas perderam suas vidas. Quando destacamos a palavra acidente entre aspas é porque não acreditamos que efetivamente tenha acontecido um acidente, afinal, segundo o dicionário são considerados acidentes: “eventos de natureza geral que se caracterizam pela impossibilidade de controle dos fatores causadores dos acidentes, ex.: furacões, terremotos etc.”.

Diante deste significado, como podemos caracterizar as mortes destas duas mulheres como acidente? A origem de suas mortes poderia ter sido evitada? Com certeza, sim. Mas é um fato que continua sendo uma tragédia. Uma tragédia evitável, mas, sem dúvida, uma tragédia.

A Abracopel luta todos os dias para que ‘acidentes’ como este nunca mais aconteçam. Se você quer saber mais dados sobre acidentes envolvendo eletricidade (choques elétricos, curtos circuitos, incêndios etc.), entre em contato conosco.

Vamos mudar esta realidade!

 

Meire Biudes

Assessoria de Imprensa

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